segunda-feira, 27 de abril de 2009

TECNOGUIA

BANDA LARGA NA TOMADA
Coelce testa internet via rede elétrica

Regulamentada pela Anatel, a tecnologia de acesso em banda larga via rede elétrica já está em teste no Ceará

A tecnologia de acesso à internet através da rede de energia elétrica, autorizada este mês pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), já está em teste no Ceará. A Coelce, concessionária do setor elétrico no Estado, está realizando testes com a tecnologia PLC (Power Line Communication) ou BPL (Broadband over Power Lines), que permite ao usuário conectar-se à internet em alta velocidade através das tomadas da rede elétrica em sua residência ou local de trabalho.

Quando o serviço estiver disponível, para acessar a internet via rede elétrica, será necessário apenas um modem para captar o sinal da rede em qualquer ponto de energia. A rede elétrica cobre 95% da população nacional. No Ceará, a Coelce é responsável por 98% da cobertura de energia elétrica. Assim, com a tecnologia PLC, a internet em banda larga será acessível a praticamente toda a população.

Segundo Roberto Gentil, responsável pela área de Planejamento e Engenharia da Coelce, onde nasceu o projeto-piloto para implantação dessa tecnologia no Ceará, o projeto ainda ‘‘está muito embrionário’’. Por isso, o engenheiro explica que ainda não há previsão de data para início de operação do serviço para o usuário doméstico, nem informação sobre o custo ou velocidade da conexão. Mas, para Gentil, a expectativa em termos gerais é de que esse tipo de acesso comece a se tornar realidade no país a partir do próximo ano.

Os testes no Ceará estão sendo realizados em Fortaleza, na avenida Beira-Mar, onde foram instaladas câmeras de monitoramento da via pública. O serviço é fornecido gratuitamente à Ciops (Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança), que acessa as imagens e as informações das câmeras através da tecnologia PLC. Além desta aplicação, a Coelce também pretende testar conexões de internet banda larga sem fio (Wi-Fi) com dois grandes clientes localizados naquela área e criar um ponto de atendimento ao cliente, tudo tendo como infra-estrutura de comunicação a rede PLC. Roberto Gentil explica que, como as redes elétricas em fase de teste são de baixa tensão, não contínuas, sua interligação será feita por cabos de fibra ótica.

Monte sua rede

A tecnologia PLC não é novidade, já que há muito tempo ela foi desenvolvida, mas só agora está liberada no Brasil para uso comercial. Enquanto o serviço não vem pela rede da Coelce, o usuário pode tirar proveito dessa tecnologia se quiser distribuir o sinal da internet de um provedor de banda larga — como o Velox, por exemplo — pelos cômodos de sua casa, sem precisar quebrar paredes ou passar fios entre os ambientes.

Já são vendidos em lojas de informática os adaptadores (chamados de ‘‘bridges’’, ou ‘‘pontes’’) que são plugados na tomada de energia e aos quais podem ser conectados os computadores que terão acesso à rede doméstica. Na edição de 17 de setembro de 2007, o Tecnoguia do Diário do Nordeste publicou um teste com os primeiros dispositivos disponíveis no mercado local para acesso à internet pela rede elétrica residencial. O aparelho testado foi o kit Duo-Pack PLC, que vem com dois adaptadores PLC, da marca Plug-Facil, vendido à época por R$ 389.

A instalação dos dois adaptadores é fácil, um processo ‘‘plug-and-play’’ em que basta plugar o dispositivo na rede elétrica (de 110 a 220 V) e conectá-lo à placa de rede do PC. ‘‘As duas bridges estão em cross-over, o que dispensa a utilização de um switch para ligar micro a micro. Ou seja, basta ligar as duas às tomadas e às placas de rede dos micros e eles estarão se comunicando’’, explicou o consultor de informática Marcos Monteiro.

A conexão via PLC oferece alta velocidade de transmissão dos dados, comparável a outras opções de conexão disponíveis. Enquanto a velocidade da rede cabeada convencional é de 100 Mbps e da rede sem fio Wi-Fi é de 54 Mbps, para os dispositivos PLC Plug-Facil ela é de 56Mbps. Mas, no acesso à internet, tudo vai depender da velocidade do provedor.
Fonte: Avol.

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